Mostrar mensagens com a etiqueta exploração. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta exploração. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Mansão da Torre

Encontrei este local, enquanto "sobrevoava" os céus da minha Coimbra com a ajuda do Maps (best tool ever). Gostava de vos poder brindar com factos históricos desta magnifica quinta, no entanto não lhe apanhei o rastro no oceano que é a internet. Se algum dos leitores considerar que tem matéria para me ajudar a construir a vida do edifício faça o favor de me mandar! Sei que produzia Azeite e talvez aguardente, suponho que tenha sido pertença de famílias muito abastadas visto que tanto as estruturas edificadas como o terreno são enormes. A casa assemelha-se a um dormitório com, talvez, duas dezenas de quartos. Estava também dotada de uma capela que, como é habitual nestes sítios, foi completamente saqueada sobrando somente as pinturas do tecto. Aparentemente, esta quinta é "poiso" de um grupo de miúdos que, além de fazerem do espaço zona de desportos radicais, por lá têm montada a sede do seu "gang". A isto podemos somar o gosto por rabiscar paredes, bem visível em algumas salas do imóvel. Não me cruzei com nenhum dos "G's" mas eram frescas as evidências de gente no local. Em suma, uma propriedade lindíssima a poucos minutos do centro da cidade mas suficientemente afastada para garantir sossego a qualquer menos dado à boémia vida Conimbricense. É provável que tenha sido abandonada/esquecida por falta de verba para manter uma quinta desta envergadura.

Curiosidade, encontrei diversos livros de direito numa das salas... Será que o seu dono era um prestigiado advogado da Aeminium?


Complemento informativo gentilmente cedido pela seguidora F.

(in Gazeta de Coimbra, 06 de Agosto de 1925)






















quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Sociedade de Porcelanas

http://mfls.blogs.sapo.pt/
tag/sociedade+de+porcelanas+de+coimbra)
A Sociedade de Porcelanas de Coimbra foi fundada em 1922. No ano de 1936, alegadamente, devido a problemas económicos foi adquirida em parceria pela Vista Alegre (Ilhavo) e pela Electro-Cerâmica do Candal (Gaia) em cotas iguais. No final dos anos 40, a Vista Alegre adquire também a Electro-Cerâmica do Candal, passando então a ser a única proprietária da Sociedade de Porcelanas de Coimbra, passando a produzir na fábrica de Coimbra as duas marcas nas suas peças.
Em 2005, após período conturbado entre a sua administração, encerra tal como tantas outras fábricas deste ramo na região.


Esta fábrica é, talvez, a mais Conimbricense de todas as que visitei. Digo isto porque se localiza em plena malha urbana da cidade, entre a Portagem e a zona do Calhabé. Explorei-a em Maio deste ano, num dia de muito calor em que contei com a companhia de uns quantos amigos. Fiquei transtornado. Não raras vezes por lá tinha passado e reparado que havia roupa estendida numa sala que se vislumbra desde a estrada. Mas, estes pequenos indícios não me tinham preparado para o que lá encontrei. Deparei-me com famílias de imigrantes, de leste suponho, a viverem no meio de toda esta destruição. Estava eu a percorrer a fábrica metro a metro, disparo a disparo, quando subitamente me encontrei literalmente dentro da casa destes cidadãos. Sem qualquer tipo de condições vivem ali, numa miséria indescritível, talvez uma dezena de pessoas. Não estava à espera, já visitei fábricas e edificios devolutos um pouco por todo o país e, apesar de frequentemente me deparar com alguns "habitantes" destes locais, nunca tinha visto homens e mulheres, novos e velhos a dividirem o mesmo tecto num sitio tão inóspito. Talvez por isso, adiei durante tanto tempo este report. Espero que gostem mais do resultado do que eu gostei de o registar...